Tribunal da Relação confirma pena de 25 anos por homicídio em Chaves |  | Rádio Ansiães

Tribunal da Relação confirma pena de 25 anos por homicídio em Chaves

Mulher de 32 anos foi condenada por instigar a morte de um rapaz, cujo corpo foi depois queimado e enterrado num quintal

O Tribunal da Relação de Guimarães decidiu manter a pena máxima de 25 anos a uma mulher condenada por instigar um homicídio, que ocorreu em Chaves, e ainda pelos crimes de profanação de cadáver, furto e incêndio.

 

O Tribunal de Vila Real condenou Sónia Mendes, a 12 de dezembro, à pena máxima de 25 anos de cadeia, por instigar um homicídio e, ainda, Miguel Brito a 20 anos, por matar um jovem, cujo corpo queimaram e enterraram num quintal em Chaves.

 

Apesar de ter sido provado que foi Miguel Brito, de 20 anos, a matar Tiago Gonçalves, o tribunal considerou que foi Sónia Mendes, de 32 anos, a mandante do crime, tendo instigado o arguido, que acabou por estrangular o rapaz com um cinto.

 

Os dois mantinham, à altura dos factos, um relacionamento extraconjugal.

 

O Tribunal da Relação de Guimarães julgou improcedente o recurso interposto pela arguida e resolveu manter "na íntegra" o acórdão do Tribunal de Vila Real.

 

Relativamente a Miguel Brito, que também recorreu do acórdão da primeira instância, o Tribunal da Relação decidiu manter a pena única de 20 anos, no entanto considerou o recurso parcialmente procedente no que diz respeito à condenação pela prática de um crime de roubo na forma continuada, substituindo-o pelo crime de um crime de furto simples.

 

O arguido ficou, assim, condenado pela prática dos mesmos crimes que a arguida.

Durante o julgamento, ficou provado que os dois arguidos mantinham uma relação amorosa e decidiram planear e executar vários assaltos na via pública para realizar dinheiro.

 

Ficou ainda provado que o arguido, instigado pela mulher, matou um jovem, namorado da filha da arguida, desferindo-lhe murros em diversas partes do corpo, pancadas na cabeça com uma frigideira e esganando-o com um cinto.

 

Posteriormente, os arguidos colocaram-no na banheira da casa, queimaram-no usando gasolina e enterraram-no num quintal.

 

Texto: Lusa

Foto: Direitos Reservados

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