Sete crianças ficaram orfãs depois da explosão de uma pirotecnia em Lamego |  | Rádio Ansiães

Sete crianças ficaram orfãs depois da explosão de uma pirotecnia em Lamego

Cinco perderam o pai e duas ficam sem pai e sem mãe

As buscas para encontrar os corpos de duas das oito vítimas mortais das explosões numa fábrica pirotécnica de Guediche, na Penajóia, Lamego, foram retomadas hoje, às 07:30 da manhã.

 

Miguel David, comandante da Proteção Civil Distrital de Viseu salienta que as buscas continuam com cerca de uma centena de operacionais, mas privilegiando sempre a sua segurança, uma vez que há ainda engenhos explosivos espalhados por centenas de metros em volta do local:

 

 

Os corpos de seis das oito vítimas da explosão foram transportados ontem para o Instituto de Medicina Legal do Porto. A ciência forense irá revelar as identidades.

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, foi ontem ao local das explosões levar as condolências do país às famílias das vítimas:

 

 

O Presidente da República afirmou ainda que é necessário lidar de forma mais eficiente com a atividade pirotécnica:

 

 

Segundo a PSP, a empresa de pirotecnia onde decorreram as explosões foi inspecionada em 2016, "não tendo sido detetada qualquer desconformidade com a lei".

 

Na sequência deste incidente, a Câmara de Lamego decretou três dias de luto municipal. Segundo o presidente, Francisco Lopes, a autarquia está a prestar o apoio possível às famílias das vítimas:

 

 

A explosão que matou oito pessoas, anteontem, numa fábrica de pirotecnia, no concelho de Lamego, ocorreu quando o proprietário, familiares e funcionários estavam na iminência de carregar uma carrinha com fogo-de-artifício para uma festa no Marco de Canaveses.

 

Foi um pouco antes do carregamento que a mulher e uma filha do proprietário, Egas Sequeira, abandonaram o local, sobrevivendo a uma tragédia que poderia ter um balanço mais negro.

 

No entanto, o balanço já é negro de sobra. Para além das oito vítimas mortais, há a registar sete crianças órfãs, com idades entre 1 e 9 anos. Cinco perderam os pais e duas ficaram sem pai e sem mãe.

 

Na aldeia de Ferreiros, aldeia de Lamego, onde vivia a família de Egas Sequeira, e onde ficaram cinco crianças órfãs, o clima é de grande pesar. Margarida Duarte, vizinha da família, diz que está toda a gente muito chocada:

 

 

José Luís Ramalho, outro morador em Ferreiros, também lamenta as perdas causadas pela explosão da pirotecnia na tarde de anteontem:

 

 

Egas Sequeira, homem com grande experiência na indústria pirotécnica, natural do Marco de Canaveses, tinha-se instalado em Ferreiros, Lamego, há pouco mais de uma dezena de anos. É lá que pretende ser sepultado.

 

Peça: Rádio Ansiães

Foto: JN

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