Há poucas mãos para apanhar tanta maçã no Douro |  | Rádio Ansiães

Há poucas mãos para apanhar tanta maçã nos concelhos do Douro

Despovoamento, menor número de estrangeiros e coincidência com vindimas provoca falta de mão de obra

A falta de mão de obra para apanhar a maçã é a principal preocupação dos fruticultores do Douro.

 

Só no concelho de Carrazeda de Ansiães, admite-se que seriam necessárias umas 500 pessoas a mais para se fazer a colheita das cerca de 20 mil toneladas de produção.

 

Duarte Borges, produtor de 240 toneladas de maçã e técnico da Associação dos Fruticultores, Olivicultores e Viticultores do Planalto de Ansiães, diz que a falta de mão de obra é cada vez mais gritante, ao ponto de contabilizar uma necessidade de "entre 300 a 500 pessoas" para as colheitas no concelho, que duram cerca de dois meses e meio:

 

 

Duarte Borges salienta que o recurso a estrangeiros tem sido uma opção até agora, mas o ideal seria que houvesse condições no concelho para atrair pessoas das grandes cidades com vontade de trabalhar:

 

 

E isto porque, segundo Duarte Borges, a mão de obra imigrante tem vários problemas:

 

 

A jorna é paga a uma média de 30 euros por oito horas de trabalho diário.

 

Nos concelhos do Douro Sul, como Moimenta da Beira ou Armamar o problema é semelhante, embora neste último a maior dor de cabeça seja o prejuízo causado pelo granizo no mês de julho.

 

José Augusto Osório, presidente da Associação dos Fruticultores de Armamar, nota que "foram afetados entre 600 a 800 hectares, danificando cerca de 25 mil toneladas de maçã". Não aproveitável para a venda em fresco, vai ser direcionada para a produção de concentrados e "o rendimento mal dá para a apanha".

 

Peça: Rádio Ansiães

Foto: Eduardo Pinto

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