'É o maior desafio da minha vida' - Júlia Rodrigues, presidente da Câmara de Mirandela |  | Rádio Ansiães

"É o maior desafio da minha vida" - Júlia Rodrigues, presidente da Câmara de Mirandela

Novo executivo do PS tomou posse no sábado. Socialistas garantiram também a Mesa da Assembleia Municipal

"É o maior desafio da minha vida." É assim que Júlia Rodrigues perspetiva os próximos quatro anos como presidente do Município de Mirandela e que fez questão de confessar às centenas de pessoas que encheram o auditório municipal de Mirandela, no passado sábado, na cerimónia de tomada de posse.

 

A primeira mulher a liderar a autarquia mirandelense reiterou que pretende cumprir todos os compromissos assumidos na campanha eleitoral e revelou que vai criar um gabinete de apoio às freguesias, cujo pelouro será da sua responsabilidade, Fernando Pires:

 

 

Nesta cerimónia de tomada de posse não esteve o anterior autarca, António Branco, porque abdicou do seu lugar de vereador sem pelouro, ficando a oposição no executivo camarário entregue a Rui Magalhães, Deolinda Ricardo e Manuel Rodrigues.

 

Esta ausência de António Branco, que também não prestou qualquer declaração pública após a derrota eleitoral, mereceu um comentário de Júlia Rodrigues, que diz respeitar a decisão mas que, no seu lugar, teria atuado de forma diferente:

 

 

O comentário de Júlia Rodrigues à ausência de António Branco na cerimónia da tomada de posse do executivo que o substitui n os próximos quatro anos.

 

E o PS, liderado por Luís Guimarães, ganhou a eleição para a presidência da Assembleia Municipal de Mirandela, derrotando a maioria que o PSD tem naquele órgão deliberativo e fiscalizador.

 

Recorde-se que, apesar do vencedor das autárquicas ter sido o PS - Luís Guimarães teve mais 72 votos que José Manuel Pavão, do PSD - mas na sua constituição resultou numa maioria da lista social-democrata, porque conseguiu maior número de presidentes de junta com assento na Assembleia, por inerência.

 

No total dos 61 membros, o PSD tem 32 deputados municipais, contra 23 do PS, três independentes, dois do CDS e um da CDU.

 

Mas, na instalação daquele órgão, as coisas mudaram e a lista apresentada pelo PS, com Luís Guimarães a presidente e Luísa Torres Belchior e José António Ferreira, como secretários, ganhou com 32 votos (mais nove que os deputados que elegeu), contra apenas 28 do PSD (menos quatro que os deputados eleitos) que tinha na lista os nomes de José Manuel Pavão, Humberto Cordeiro e Otília Lima.

 

Houve ainda um voto em branco. Para Luís Guimarães, novo presidente da Assembleia Municipal, o que aconteceu foi uma lição de democracia e conta que isso venha a prolongar-se durante os próximos quatro anos:

 

 

Já o anterior presidente da Assembleia Municipal confessa ter ficado surpreendido com o resultado. José Manuel Pavão não esconde algum incómodo com esta conduta que classifica de "marginal" de desvio de votos de alguns membros do PSD:

 

 

A maioria absoluta do PSD na Assembleia Municipal não ficou traduzida em votos na instalação da mesa daquele órgão autárquico, pelo que foi o PS que conquistou os três lugares da Mesa que vão gerir as cinco sessões anuais até 2021. A lista socialista teve 32 votos contra 28 do PSD.

 

Peça: CIR (Terra Quente)

Foto: Direitos Reservados

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