Caçadores contra obrigatoriedade de renovar livretes das espingardas |  | Rádio Ansiães

Caçadores contra obrigatoriedade de renovar livretes das espingardas

Dizem que é mais uma forma de lhes ir ao bolso e de contribuir para o abandono da atividade

Portugal tem mais de um milhão e duzentas mil armas de fogo registadas. Não se sabe se estão todas em território nacional ou se alguma vez chegaram a existir.

 

O número é da PSP, que está a levar a cabo uma substituição obrigatória dos livretes e que calcula que o universo das armas por cá seja de apenas 300 mil.

 

Até agora já foram registadas 116 mil armas, à luz das novas regras estabelecidas pela legislação de 2016, tendo os prazos na renovação dos documentos sido alargados de 60 para 90 dias, perante a elevada afluência aos serviços que se está a registar, maioritariamente por parte de caçadores.

 

A necessidade de renovar o livrete da arma com o consequente encargo financeiro de 25 euros está a levar alguns caçadores a optarem por entregar armas na PSP, em vez de cumprirem a obrigação. É o que confirma Jacinto Pinto, presidente da Federação Portuguesa de Caça:

 

 

Jacinto Pinto explica que a medida começou por causa de retirar do mercado algumas armas de guerra legalizadas há várias décadas e que é mais uma forma de retirar dinheiro do bolso aos caçadores:

 

 

O presidente da Federação Portuguesa de Caça insiste que há cada vez menos em Portugal, fenómeno a que não alheio o aumento dos custos da atividade. Preocupação que já transmitiu ao governo:

 

 

É por isso que o presidente da Mesa da Assembleia da Confederação Nacional de Caçadores, Vítor Palmilha, rotula a medida de renovação dos livretes de vergonhosa:

 

 

Emílio Gamboa é caçador em Freixo de Espada à Cinta há mais de 40 anos, partilha da opinião de Vítor Palmilha:

 

 

Para além disso, Emílio ainda contabiliza os custos com as deslocações a Mirandela ou a Bragança, os únicos locais do distrito brigantino onde existe PSP:

 

 

O descontentamento dos caçadores com as novas obrigações e despesas, nomeadamente as relacionadas com a renovação do livrete das armas, que ronda os 25 euros por cada um.

 

Peça: Rádio Ansiães

Foto: Eduardo Pinto

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