Ano novo, problemas velhos
Ano novo vida nova, como diz o ditado, mas como sempre acompanhado de problemas velhos. Por cá, a abundante chuva resolveu, ainda que a prazo, a iminente falta de água, pelo que por aqui augura-se um Verão relativamente despreocupado, muito embora, enquanto outras medidas de fundo não forem tomadas, o problema persistirá.
Aproveite-se então o tempo que estas lufadas de água nos dão para, no curto prazo, achar uma ou mais soluções que sejam duradouras e capazes de sermos, pelo menos neste importante aspecto, auto-sustentáveis.
Mas se por um lado tanta água nos deu algum descanso, por outro impede o descanso daqueles que, partindo deste mundo, estariam a pensar faze-lo no novo cemitério da nossa vila. Implantado teimosamente num local que por estas alturas vira verdadeiro pântano, ao ponto de fracturar consecutivamente o muro de vedação, está agora lançada a discussão sobre o seu abandono ou aproveitamento!
Só que aquela infra-estrutura custou, ao que se diz, nada mais, nada menos, do que 260 mil contos. Valor demasiado, exorbitante até, para abrir mão dele sem nada se tentar fazer para a sua recuperação.
Mas independentemente da solução, o que não deve ficar incólume é a irresponsabilidade de quem estudou e decidiu a sua localização, porque a não haver solução, e mesmo que a haja, já terá custos acrescidos. O concelho verá, pura e simplesmente “voar” 260 mil contos!
Situações como esta são inadmissíveis nos tempos em que vivemos, quer pelos meios técnicos à disposição, quer pelo rigor que se exige nos gastos de dinheiros públicos.
Enfim, terá sido esta política de desbaratar recursos, que se alarga a outros casos, que contribuiu para a preocupante situação financeira e que impede, quase definitivamente, o aproveitamento de outros projectos que tanto precisamos.
Caso para perguntar: Quem meteu tanta água?????
Até para a semana.
Victor Fernandes